A Sentinela do Deserto, um sonho a 6 mil metros

Rally dos Sertões, uma experiência a alcancede todos...

 
 

COLOMBIA, UM PAIS A SE DESCOBRIR

Sabe aquela sensação que você tem quando esta prestes a conhecer um lugar e não sabe muito bem o que vai encontrar? E o pior que as poucas referências que já havia escutado era sobre um país sem lei, fruto inevitável de quem acumula o duvidoso título de o maior exportador mundial de cocaína, das freqüentes guerrilhas e seqüestros do grupo Farc.

Talvez, a melhor forma de mudar uma opinião é conhecendo de perto a realidade, cultura e dia-a-dia de um povo. Depois de dez dias me aventurando pela Colômbia, mudei opinião e tenho certeza que você passará a ver a Colômbia com outros olhos.

Situado ao Norte da América do Sul com 45 milhões de habitantes é o terceiro país mais populoso do continente e é uma das nações que mais cresceram na América do Sul

E é claro que não podemos deixar de falar dos contrastes da Colômbia. O país que possui uma vasta Floresta Amazônica, tem 3 mil quilômetros de costa banhadas pelos Oceanos: Atlântico e Pacífico além de paisagens desérticas e montanhas nevadas da Cordilheira dos Andes.

A história da Colômbia começa a ser contada em 1492 quando Cristóvão Colombo descobriu a América e existiam cerca de 850 mil indígenas habitando a região. Com a colonização espanhola houve a miscigenação que caracteriza os traços atuais do colombiano. Em 1810 é proclamada sua independência. Além da extração de esmeralda e da produção do café, a economia do pais anda a passos largos com a descoberta do seu potencial pelos investidores internacionais.

Congresso Nacional da Colômbia em Bogotá

E essa expansão vertiginosa vem acompanhada de segurança. Sete anos atrás, um relatório da ONU colocou a Colômbia como o segundo país em mortes violentas, atrás apenas da Suazilândia, na África. De lá para cá, a ação firme do governo e o policiamento ostensivo reduziram em 40% o número de homicídios, em 80% o de seqüestros e permitiram que os colombianos voltassem a viajar pelas estradas, sem o antigo medo de seqüestro. A guerrilha e os narcotraficantes foram expulsos das principais cidades.

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Bogotá, a capital da Ciclovia

Nosso ponto de partida foi Bogotá situada a 2640 metros de altitude. Sua capital é a maior prova de que, por mais irrecuperável que uma cidade pareça, sempre dá para melhorar. Bogotá era uma das cidades mais violentas do Mundo em 1993 (80 homicídios por 100 mil habitantes, quatro vezes mais que São Paulo). De 15 anos para cá a cidade deu um salto, a criminalidade caiu drasticamente e a cidade passou a ser limpa e desenvolvida. 80 % dos bogotanos dizem que têm “muito orgulho da cidade”.

Planalto de Bogotá – 8 milhões de pessoas

Não há melhor forma de conhecer sua capital do que de bicicleta. A malha cicloviária tem 180 quilômetros e nos finas de semana pode chegar aos 300 quilômetros, mais por exemplo que em Paris. Pedalar faz um enorme bem para saúde, e é muito mais fácil interagir e apreciar detalhes do que dentro de um carro.

Alexandre Borges e Guilherme Rocha explorando Bogotá pelas Ciclovias

Começamos pelo seu Centro Histórico chamado de La Candelaria. com prédios que alternam os estilos colonial, mais espanhol, e o republicano, eclético e europeizado. Fundada em 1538 a cidade nasce a partir da Praça Simon Bolívar, de onde começam a ser numeradas todas as suas ruas que estendem de sul a norte com numeração crescente.

Pedalar por suas ruas e vielas com os casarios coloridos e muito bem preservados é um mergulho no passado. Destaque também para a visitação de igrejas seculares, fruto da catequização dos jesuítas espanhóis. A presença do policiamento do Exército colombiano nas ruas traz uma sensação de segurança e tranqüilidade.

Igrejas seculares e policiamento do Exército nas Ruas

Três prefeitos muito inspirados foram os principais responsáveis pela transformação de Bogotá

Ao invés de construírem viadutos a mentalidade foi construir bibliotecas, ciclovias e um rápido sistema de transporte coletivo movido por um corredor de 80 quilômetros em que os ônibus cortam toda a cidade.

Centro antigo e corredor de ônibus

Bogotá também tem o seu “ Pão de Açúcar”, o Cerro Monserrat. Situado a 3200 metros de altitude, seu acesso é feito através de um teleférico ou de um furnicular (uma espécie de trenzinho que parece subir as paredes montanhosas, de tão inclinado que é o seu aclive).

Bondinho do Cerro Monserrat

Assim que saímos do bondinho seguimos por um caminho com estátuas da via cruz até uma bonita igreja bem no Topo do morro. De lá de cima uma vista quase completa do altiplano onde fica a cidade de Bogotá e vivem cerca de 8 milhões de pessoas.

Praça Simon Bolivar

Mas a parte moderna da cidade também merece ser visitada. Conhecemos o Bairro Salitre onde são localizados modernos prédios comercias e onde vive a classe média alta em edifícios praticamente todos padronizados com tijolinhos a vista, mas com bom gosto. No bairro Salitre é onde existe a maior concentração de ciclovias, shoppings, praças e ruas muito arborizadas. Destaque para a Maloka, um Museo de terceira geração e considerado o mais moderno Centro Interativo de Ciência e Tecnologia da América Latina.

Bairro Moderno Salitre ao fundo a Maloka

Visitamos também o Parque Simon Bolívar, considerado o pulmão verde da cidade, uma espécie de “ Ibirapuera de São Paulo”, onde as pessoas correm, andam de bicicleta, fazem piquenique e saltam pipas....centenas de pipas de todos os tamanhos e formas. A quantidade de pessoas que andam de patins (tipo roller) também é impressionante. Em 2007 o pais sediou o mundial de patins e foi o grande campeão.

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Zipaquirá, a primeira maravilha da Colômbia

Situado a 50 quilômetros de Bogotá a impressionante Catedral de Sal foi eleita a primeira maravilha da Colômbia, e é um lugar que não se pode deixar de conhecer.

Foi em 1954 que esta grande mina de Sal utilizada pelos mineiros deixou de ser explorada e virou uma Catedral encravada dentro da Terra. Totalmente reformulada e ampliada em 1995, a obra ganhou um acervo de várias esculturas artísticas talhadas no próprio sal ou em mármore.

Esculturas em Sal

Cerca de 200 metros abaixo da superfície da Terra, vamos adentrando nos túneis e visitamos obras que simbolizam a Via Cruces até chegar no salão principal da Catedral com 25 metros de altura, 100 metros de Comprimento. O cenário é de contemplação, respeito e devoção. Ao fundo da grande nave da Catedral, que é considerada a maior Catedral do Mundo Subterrânea e onde há uma imensa cruz de 12 metros de altura sobre o altar. Todos os domingos as 16 horas é celebrada uma missa nesse lugar.

Nave Central da Catedral

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Villa de Leiva, a capital da aventura e de muitas atrações.

Cenário das gravações do conhecido seriado do Zorro, Villa de Leiva começou a ser colonizada em 1572. Situada na província de Boiyaca a 177 quilômetros de Bogotá ( acesso através de uma ótima estrada) com altitude média de 2150 metros e temperatura de 18 graus centígrados, é um dos lugares de melhor clima para a saúde da Colômbia, e um dos principais refúgios para os moradores de Bogotá passarem férias e finais de semana, já que não há praias perto da sua capital.

A região é cercada de atrativos para todos os gostos: desde sítios arqueológicos da população Muíscas, riquezas paleontológicas, entre elas um fóssil gigantesco de um Cronossáurio, um deserto com lagoas verdes, trilhas para trekking, cavernas, várias opções para mountain bike, e falando de gosto: deliciosas opções de gastronomia.

Praça Maior de Villa de Leiva

Nosso ponto de partida para explorar a região foi o Centro Urbano de Villa de Leiva. De grande beleza arquitetônica, seu traçado com influência da colonização espanhola entre os séculos XVI e XVII é um mergulho no passado. Suas ruas feitas com o calçamento pé de moleque envoca um estilo romântico que combina harmoniosamente com as belas varandas e fachadas dos casarios em estilo colonial. Urbanisticamente a “ Villa” é estruturada ao redor dos espaços públicos, quase sempre ao redor de várias pequenas praças. Mas com certeza o lugar mais charmoso dessa pequenina cidade com 12 mil habitantes é a Praça Maior, com 14.000 metros quadrados, é considerada a maior praça da Colômbia. Em seu centro existe uma fonte chamada Fonte Sagrada, que abasteceu sua população há quatro séculos e onde acontece as festas da cidade, manifestações políticas, feiras, etc.

Durante a nossa estada nessa acolhedora cidade, uma hora passou a ser muito especial – a hora do almoço. Eu já comi pelos quatro cantos do Mundo, mas sem muito medo de errar, em Villa de Leiva eu me deliciei com os melhores encantos da culinária, destacando o sabor, beleza e criatividade dos pratos.

Casa Terracota – a maior casa de cerâmica do Mundo

Em um raio bem próximo do centro da cidade, existem várias atrações para desvendar. Pegamos nosso 4x4 e seguindo quatro quilômetros por uma agradável estrada de terra rural, passamos pela casa Terracota, considerada a maior casa de cerâmica do Mundo. Uma casa de dois pavimentos de formato curioso e que tem quase tudo feito de cerâmica: desde as suas paredes, até camas, fogão e diversos utensílios. Devido a criatividade da construção aproveitando o material existente da região, a casa Terracota já ganhou vários prêmios, inclusive prêmios internacionais de arquitetura.

Maior Casa de Cerâmica do Mundo

Parque Arqueológico de Monquirá e Observatório Astronômico Muiscas.

O território atual ocupado por Villa de Leiva, na época pré-hispânica foi o principal assentamento indígena do povo Muiscas. Eles acreditavam na antropomorfização do Deus Sol e do Deus Terra que acontecia nos soltícios. Quando o sol não pronunciava a sombra nos grandes monolitos em forma de pênis era o momento do ato sagrado da fecundação do Sol com a Terra.

Monólitos em Forma de Pênis

Há apenas cinco quilômetros do centro da cidade está o Parque Arqueológico de Monquirá (ou Infernito), onde podemos ver uma grande quantidade de Monolitos cuidadosamente alinhados com os conhecimentos da astrologia da civilização Muiscas. Além dos grandes monolitos, que chegam a medir mais de quatro metros e algumas toneladas, também é possível ver a contrução de uma Tumba e de inscrições nas pedras, os Petroglifos.

Bem perto dali seguimos por uma pronunciada subida sendo necessário ligar a tração para aumentar o torque nas quatro rodas de nosso Tracker 4x4. O objetivo foi chegar na Pedra Sagrada, local usado pelos Muiscas para observações astronômicas, rituais de sacrifícios e celebrações religiosas. Escalamos a grande rocha e apreciamos o maravilhoso vale cercado por grandes montanhas.

Mirante usado pelos Muiscas

Um Deserto feito pelo Homem

A região possui um clima seco, similar ao clima mediterrâneo, que oscila em torno dos 18C. Depois da colonização espanhola os vales verdes que ali existiam, foram devastados para o aproveitamento da madeira das árvores, para áreas de plantações e criação de animas. Num processo desenfreado e sem controle a terra entrou num processo de aridez e de grandes erosões. Uma parte já foi recuperada, mas restou uma imensa área quase sem nenhuma vegetação e com a terra com coloração ocre. Confesso que um lugar bonito de se apreciar. Há cerca de oito quilômetros do centro urbano, seguimos com nosso 4x4 até chegar a Laguna Verde, ideal para um bom banho.

Deserto de Villa de Leiva

Mas para chegar até sua margem, foi uma verdadeira aventura. Tivemos que cruzar com nosso valente Tracker grandes valas, aclives e declives, que ao transpô-los parecia que íamos tombar. Sem contar os desníveis em que passamos que realmente dava a sensação que nosso carro ia encostar uma das suas laterais no chão. Chegamos no fim de tarde na Laguna Verde e podemos nos deliciar em suas águas quase transparente.

Rapel em Caverna de Formações Raras

Hoyo de la Romera, assim é chamado o olho de 15 metros de diâmetro e mais de 40 metros de profundidade que nada mais é, a “boca” vertical que dá entrada a uma caverna, um abismo cheio de formações, os espeleotemas: estalactites, estalagmites, cortinas e até então as desconhecidas, pelos seus próprios guias e moradores, flores de aragonita.

Silvio Oliveira no Rapel do Hoyo de la Romera

Localizado a cinco quilômetros do Município de Santa Sofia chegar ao fundo desse abismo é uma verdadeira aventura. Com acesso fácil para o nosso veículo, paramos bem próximo a sua entrada e andamos por cerca de 5 minutos. O guia Oscar Gilede nos acompanhou e nos auxiliou com a montagem dos equipamentos para a descida. Ancorados em uma grande árvore, munidos de cadeirinha de escalada, capacete, corda, freio e lanterna, descemos os 40 metros de declive até o seu interior.

Mergulhamos escuridão adentro e começamos a apreciar os vários espeleotemas - formações rochosas que ocorrem tipicamente no interior de cavernas como resultado da sedimentação e cristalização de minerais dissolvidos na água. Os espeleotemas ocorrem comumente em terrenos constituídos por rochas carbonáticas (calcário, mármore e rochas dolomíticas) e relevo cárstico e são resultado da corrosão das rochas por ácidos dissolvidos na água, principalmente ácido carbônico, resultante da combinação da água com o CO2 da atmosfera ou do solo.

Encontramos os estalactites, estalagmites, cortinas, mais comuns em ambientes de cavernas calcárias. Mas derrepente encontramos muito bem escondidas e preservadas, várias agulhas, conhecido como cabelo de anjo ou como as raras flores de aragonita.

As agulhas são finos tubos constituídos de aragonita transparente, com espessura muito pequena. Ocorrem aos conjuntos com dezenas ou centenas de agulhas umas próximas às outras. Podem nascer nas paredes no chão, raramente no teto, como resultado da exsudação.

As flores são frequentemente constituídas de aragonita, mas também ocorrem em gipsita e calcita. São compostas de centenas de cristais que se irradiam a partir de um ponto central. Também podem fazer cachos, irradiados a partir de um eixo que pode se deslocar em diversas direções como o caule de um cacho de flores.

Flores de Aragonita

Oscar Gilede biólogo profundo conhecedor da região ficou surpreso com a descoberta e maravilhado com as formações.

Como o Hojo de la Romera somente tem uma entrada, escalamos uma gigantesca árvore com auxílio de uma corda e polias para a segurança. Pisando novamente fora da caverna e com a luz do sol, a sensação que brindamos nossa aventura com um grande bem para o ecoturismo local. Descobrimos uma formação rara que poderá ser apreciada por muitos e também daqui em diante poderá ser preservada.

El Fóssil, o Gigantesco Cronossáurio

Há 140 milhões de anos, no lugar que ocupa hoje a região de Villa de Leiva, durante o período Cetáceo existiu um mar continental que se retirou lentamente dando lugar aos vales e montanhas existentes. Com mudanças abruptas do ambiente houve um processo de fossilização. Devido a esse fenômeno a região tem várias ocorrências celebres entre geólogos e paleontólogos de exposição de rochas e fósseis pré-históricos.

Destaque para os ossos e partes duras dos animais fossilizados, para restos de troncos de plantas e uma infinidade de ocorrência das amonitas, um molusco com concha semelhante a um caracol de hoje em dia.

Fóssil do Cronossáurio

O fóssil mais curioso podemos ver bem perto de Villa de Leiva exatamente onde foi encontrado por um larvrador em 1977. Trata-se de um Cronossáurio que viveu há 115 milhões de anos atrás, tendo quase 12 metros de comprimento, e considerando suas nadadeiras, 5 metros de largura. Uma espécie de réptil semelhante a um jacaré gigante. O grande Cronossáurio é a espécie em melhores condições encontrada no mundo. No pequeno museu encontra-se uma grande quantidade de Amonitas, peixes e vegetais fossilizados. Vale a pena uma visita!!!

Bike no Passo do Anjo

Situada a cerca de 10 quilômetros de Villa de Leiva, a cidadezinha de Santa Sofia foi nosso ponto de partida para a maior aventura de nossa Trip pela Colômbia.

Deixamos a praça central da cidade com nossas mountain bikers e logo seguimos por uma estrada de terra rural com muitas plantações por suas margens (milho, tomate, verduras e hortaliças diversas). Passaram mais 10 quilômetros e após avistar uma bonita cachoeira começamos subir uma serra com muitas pedras soltas. O desnível era enorme, o sol brilhava no céu azul e somente a paisagem do local compensava o esforço. Um gel de carboidratos foi fundamental para dar mais energia na subida e a garrafinha com liquido gelado amenizava um pouco o calor.

Intermináveis zigue e zague do caminho

Depois de 15 quilômetros ladeira acima, vale aquele ditado: - “tudo que sobe, desce.” E desceu mesmo!!!! Foram quase 8 quilômetros down hill abaixo com muitas curvas sinuosas na beira do precipício. As bikes chegaram atingir quase 70 km/h. Mais uma “ serrinha” de derramar suor e estávamos chegando diante do nosso principal desafio: pedalar no Passo do Anjo.

Silvio Oliveira no Passo de Anjo

Uma crista muito fininha com quase 1 quilômetro de extensão e um desnível de tirar o fôlego: 220 metros de um paredão vertical de um lado e 40 metros para o outro. O nome desse lugar demonstra o risco eminente: um passo em falso e você irá conversar com os anjos. Só que o nosso desafio não era dar passos sobre a crista, e sim pedalar sobre a arriscada trilha. Confesso que em um pequeno trechinho de aproximadamente meio metro e apenas 20 centímetros e cheio de erosões, o medo falou mais alto. Descemos da bike e passamos empurrando-a.

Crista muito fina e grande desfiladeiro

Assim que chegamos no ponto extremo da crista, a visão era incrível. Olhando para trás os paredões e a trilhinha serpentiando o relevo e para frente um grande canyon com um rio no seu fundo, várias cachoeiras e um jardim com uma infinidade de espécies.

Guilherme Rocha chegando ao fim do Passo de Anjo

Nessa hora fizemos uma retrospectiva de nossa viagem e voltamos com uma certeza: a Colômbia vai deixar saudade, mas retornamos em breve para conhecer muitas de suas belezas.

Agradecimentos:
Colombian Highlands - www.colombianhighlands.com
Hotel Sheraton Bogotá
Avianca

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Fotos: Guilherme Rocha e Silvio Oliveira

 

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